O que os consumidores esperam que as marcas comuniquem na era do Coronavírus

Assim como diversos setores, a publicidade também está enfrentando um momento incerto diante da pandemia. Mas apesar das dificuldades, uma pesquisa feita pelo Barômetro COVID-19, da Kantar, indicou que os consumidores esperam que as marcas continuem investindo em publicidade – porém, de forma consciente. 88% dos entrevistados acreditam que as empresas devem comunicar principalmente seus esforços para enfrentar a situação, enquanto 86% apontam também que é necessário informar como esses esforços podem ser úteis no ‘novo normal’. Os entrevistados também ressaltam que as empresas não devem explorar a situação para promover suas marcas.

De acordo com Maura Coracini, a busca por mais informações leva ao anunciadores considerarem como a mensagem funcionará dentro do contexto.  “É sempre importante entender como o alcance e a frequência mudam e também as novas sinergias que evoluem entre os canais de mídia, nesse consumo em casa”, comentou a diretora de mídia e digital na Kantar Brasil.

A pesquisa também analisou que em muitos mercados os planos de mídia estão caminhando para os canais ‘em casa’. Mas o que significa? Isso quer dizer que, por conta do isolamento social, as pessoas estão optando por consumir mais conteúdos advindos da televisão, serviços de streaming, internet, rádio e podcasts. Se antes os consumidores tinham maior tendência a consumir itens de luxo, atualmente a preferência está pelos itens somente essenciais.

Segundo a análise do banco de dados de tracking de marca da Kantar, a ‘saúde’ de uma empresa pode ficar vulnerável se os anúncios feitos anteriormente na televisão serem cortados por mais de seis meses. Portanto, a primeira métrica a ser afetada é a lembrança de comunicação de marca. Neste caso, a probabilidade de perdas quando a publicidade é descontinuada é duas vezes para grandes marcas.

Tudo indica que os consumidores estão dando mais importância para os canais de mídia próprios das marcas. O importante, sendo assim, é não ficar ‘no escuro’ durante a crise.