A verdade sobre o ato de comprar

Uma empresa planeja melhor as ações para aumentar suas vendas quando conhece o comportamento do consumidor, e muito mais do que ter informações superficiais sobre ele — como média de idade e região em que mora — é preciso compreender o seu perfil.

Uma das ferramentas utilizadas para isso é a pesquisa de mercado que, por meio da coleta de informações, investiga o ambiente e obtém insumos para que as empresas construam suas estratégias de relacionamento com o consumidor.

Depois de entrevistar 10 mil pessoas no Brasil, a unidade de inteligência global da McCann Worldgroup – agência de publicidade de atuação mundial – identificou cinco perfis de compradores: o robótico, o estudante, o apaixonado, o explorador e o lutador.

Cinco perfis de compradores que frequentam seu ponto de venda

O Robótico
Esta é a mentalidade mais negativa e desengajada, presente em 3% dos consumidores brasileiros.

Essas pessoas entram nas lojas como se estivessem ligadas numa espécie de “piloto automático”.

É preciso que o lojista faça muito mais esforço para chamar a sua atenção.

O Estudante
E a mentalidade mais prevalecente no mundo (39%), com exceção do Brasil (23%).

São consumidores abertos a aprender sobre novos produtos. Eles estão ansiosos para tocar, interagir.

O lojista precisará estar pronto para responder suas perguntas sobre um item ou uma categoria específica.

O Apaixonado
Presente em 17% dos consumidores no Brasil.

Eles esperam ser seduzidos, encantados pelos produtos e ofertas.

O lojista precisa oferecer uma experiência de compra que inclua o tratamento especial.

O Explorador
É o mais engajado e positivo. Uma mentalidade presente em 17% dos consumidores no Brasil.

São consumidores abertos a experimentar de tudo.

Querem descobrir, explorar. Realmente ir atrás de suas compras.

Para conquista-lo, o varejo precisa surpreendê-lo, encantá-lo. Seja pela loja ou pelo produto.

O Lutador
Consumidores que possuem essa mentalidade estão sempre fazendo pesquisas.

Agem armados com questões e desafios para disparar contra a marca e os seus vendedores.

Eles sempre lutam pelo melhor negócio.

Esse é o perfil mais presente entre os brasileiros (40% vs. 27% da média global).

Diante disso, é natural que de tempos em tempos surjam tendências de consumo, ou seja, padrões que são adotados pela maioria dos consumidores como critérios importantes de compra.

Por isso, vamos apresentar algumas das principais tendências atuais, e que não devem ir embora tão cedo:

Marcas autênticas

O nível de competitividade entre as marcas hoje em dia é tão grande que não adianta mais simplesmente investir em produtos de qualidade e bom atendimento.

É preciso se diferenciar de uma forma que ganhe a atenção e a confiança do consumidor, e uma das melhores maneiras de fazer isso hoje é por mostrar autenticidade.

Visto que o consumidor moderno espera uma relação mais próxima com as marcas que consome, então é preciso se tornar acessível a ele de forma pessoal.

Assim, além de se destacar de tudo que já é feito por aí pela concorrência, uma marca autêntica se aproxima melhor dos compradores.

Comunicação pessoal com os clientes

Outra evolução nos hábitos de consumo se deve a constante evolução dos meios de comunicação entre o cliente e a empresa.

Se antigamente o contato era restrito apenas ao telefone — com ligações extremamente engessadas pelo 0800 — ou no máximo por e-mail. Hoje com diversas redes sociais, as empresas conseguem interagir com seus clientes de forma muito mais pessoal e espontânea.

Somando isso ao sucesso do Whatsapp e outros aplicativos de mensagem populares, fica bem claro que uma das tendências a seguir é apostar na comunicação pessoal com os clientes.

Em vez de falar com o consumidor apenas com aquela linguagem formal e até robótica, essas novas ferramentas facilitam o bate-papo entre amigos, que é o que o cliente mais deseja.

Fonte: Sebrae, McCann Worldgroup e Rock Content.